PEDE AMIGOS DE DEUS

O municipio de Nazária está localizado a 20 km ao Sul de Teresina, emancipado em 2005, mais parece um povoado. Para o visitante fica difícil saber onde termina a zona urbana e começa a zona rural, ou vice-versa. As casas, na sua maioria distante uma das outras, assemelham-se a moradias de sítios. Para uns, Nazária continua a ser um povoado de Teresina que jamais deveria ter sido emancipado, em razão da falta de infraestrutura. Uma cidade invisível para quem tem noção do que seja uma cidade. Esta seria a definição mais correta para definir o mais novo município do Brasil. Nazária tem se destacado em alguns pioneirismos como por exemplo: foi a primeira localidade do Brasil a por em prática uma sub-prefeitura em zona rural, foi também a primeira localidade do Piauí em zona rural a ter serviço diário de ambulância (gestão prefeito Heráclito Fortes). Iniciamos o PEDE em 2017 com 38 alunos, a repercussão e aceitação do PEDE aqui em Nazária foi muito boa pois fizemos antes um trabalho de preparação e até mesmo para entender toda a filosofia do projeto. Os desafios foram grandes, pois muitas crianças com dificuldades escolares que com o decorrer do projeto foram acabando tanto que hoje olhamos pra trás e vimos o quanto este projeto tem impactado as crianças e seus familiares. A comunidade tem demonstrado uma credibilidade em nosso trabalho e temos a certeza que o evangelho de Cristo está sendo plantado no coração das crianças e de seus familiares, pois já contemplamos resultados em suas vidas. Os desafios continuam, precisamos de ajuda para podermos continuar dando almoço para todos aos sábados e ajuda aos nossos voluntários, mas agradecemos a Deus por tudo que tem sido feito aqui em Nazária.

A metodologia hoje tem melhorado muito quando introduzimos a educação por principios a ponto das crianças levarem exemplos pra dentro de suas casas como é o caso do nosso aluno Artur que fez mãe levá-lo pra tirar a sua identidade quando ouviu na aula sobre a identificação de cada pessoa a importância. Sua mãe compartilhou: “Quando Artur chegou em casa disse que ele precisaria ter sua identidade para poder comprovar quando fosse viajar, e me fez ir atrás do ônibus da justiça itinerante para poder tirar a sua identidade”.